Tuesday, 19 November 2019

Parto do Logan

Olá,

Esse post chega com quase 1 ano de atraso pois amanhã, meu terceiro passarinho completará seus primeiros 12 meses de vida! Isso mesmo 1 ano que ele chegou para tornar essa existencia ainda mais prazerosa e emocionante!

Portanto,  em sua homenagem,  relato aqui como foi que ele veio a esse nosso mundão.

Sua data prevista de nascimento era 19 de novembro.  Parei de trabalhar no dia 02 para dar tempo de organizar tudo antes que chegasse. Detalhe: pela 3a vez, resolvemos fazer algum tipo de obra em casa comigo grávida. Sim,  com Lucas e Livia também aconteceu isso.  Ou seja,  a obrinha que era pra levar 3 semanas, ja estava com 1 mes e meio e ainda nao tinha finalizado.  Barrigão enfrentando tudo fora do lugar,  mas ele,  assim como os irmãos, ouviu meu pedido e só chegou realmente quando podia.

Não fiz nenhum tipo de estímulo anterior. Queria que minha mãe chegasse,  bem como ter a tal obra finalizada.  Assim que o pintor terminou tudo e outro contractor tb, ok,  mãos a obra para organizar mais ou menos.  O lado bom é que não teríamos que montar quarto, já que não havia um diponível, mas sim o canto do bebê no nosso quarto.  Isso facilitou bastante. 3o filho é outro nível!

Enfim,  vovó chegou e foi ajudando onde podia. Naqueles dias, algumas cólicas leves mas nada demais. Quando já estavamos com tudo pronto dentro do possivel, vejo o calendario,  dia 19.  Mas sem sinal do bebê,  que até aí não sabíamos se era menina ou menino pois resolvemos que seria surpresa.  Entao, no dia 19 de manhã,  falei: vou caminhar para estimular então pois agora preciso parir pois vovó Luisa não ficará aqui por muito tempo.  Dei 2 voltas em 2 quarteirões.  Vamos ver o que acontece.

Funcionou.  Na noite de 19 para 20 de Novembro de 2018, por volta de 22:30, começam as famigeradas contrações.  Falo com Ricardo que estou começando a ter contrações mas Lucas acorda e ele vai deitar com Lucas e não volta mais.  Melhor pra mim que fico com a cama toda pra mim, pra rolar pra lá e pra cá.

Históricamente, tive partos longos, então, apesar de esperar que fosse mais rápido, sabia que não seria tão rãpido assim.  Com isso,  as contrações na altura do quadril começam a se intensificar.  Fico de 23:30 as 04 da manhã,  mudando de posição na cama,  na bola de pilates, andando pelo quarto, banheiro, tomando banho de chuveiro e banheira, ouço musica relaxante e ninguém acorda. Ainda bem.  Às 04:30am,  resolvo ligar para minha midwife. Digo que estou sentindo as contrações,  estão cerca de 7 minutos de intervalo e duração de 1 minuto. Digo que sei que o bebê ainda está muito em cima mas as contrações estavam ficando fortes. Como estou conseguindo explicar tudo normalmente, ela percebe que ainda não está na hora de fato.  Ainda não é trabalho de parto ativo.  Daí, ela me sugestiona dizendo que ja passei por isso antes e eu consigo segurar a onda mais um pouco. Resolvo seguir a sugestão e consigo ir passando pelas contrações, bem como até dormir um pouco.

08 da manhã e putz, agora o bicho começa a pegar.  A casa começa a acordar e eu no banheiro, fazendo dancinha do pêndulo pra aliviar. Ele me pergunta: é o bebê que está vindo, mamãe :)? Respondo que sim e ele pergunta : está doendo muito? Eu respondo : só um pouquinho e mando colocar o uniforme.  Dá 5 minutos,  estou dentro da banheira,  em pé,  com o rosto encostado no vidro,  deixando a água cair nas minhas costas e ele volta e me pergunta novamente: tá tudo bem, mamãe? E eu respondo que sim, apesar da minha cara dizer que não.  Mas estava tudo bem pois tudo aquilo era esperado.

Liguei para midwife novamente e pedi para que ela viesse me checar em casa para saber se eu já poderia ser admitida no hospital.  Ela confirmou que viria dentro de uns 30 minutos.

Durante o pré-natal,  deixei relativamente em aberto o local do nascimento.  Disse que dependendo de como transcorresse o trabalho de parto, eu poderia escolher ficar em casa.  Quando a midwife chegou e confirmou os 6 cm de dilatação, ou seja,  definitivamente trabalho de parto, a minha única certeza era que eu queria ir para o hospital tomar anestesia.

O hospital fica ha 7 minutos da minha casa. Tudo pronto, vamos nessa.  Ricardo me deixa na porta e vai estacionar. Contrações que vão e vem.  Quando vem,  respira, se concentra e espera passar.  Com todo esse pseudo-controle,  qdo chegamos no quarto, ela me vê fazendo isso e respirando durante a contração e diz: tem certeza que você quer anestesia? Você está indo tão bem! E eu: No,  I am not. I need the epidural now! Sendo novamente acometida pela bendita contração!

Tive sorte (vamos dizer que sim) e a anestesista veio logo. Segundo o Ricardo foi a mesma dos partos de Lucas e Livia. Eu não tinha condições de reconhecer ninguém naquele momento.

Anestesia dada, ok, posso relaxar e descansar um pouco (afinal nao dormia desde de onze e meia da noite anterior e era em torno de 10:30 da manhã).  Com isso, o trabalho de parto tambem começa a evoluir de forma mais lenta.

Por volta de 01 da tarde, ela vai fazer o toque e a bolsa estoura. Bom sinal.

02 e pouca da tarde e os monitores mostram algum tipo de estresse fetal. Opa,  pára e vê o que está acontecendo. Troca de posição.  Pega uma "bola" de yoga no formato tipo um feijao gigante e poe no meio das minhas pernas e eu deitada de lado.  Isso para ver se o bebe se mexia e descia mais um pouco. Melhorou.  Sigo tranquila.

Mais pra frente um pouco e os monitores começam a apitar novamente, sendo que dessa vez, ela chama a equipe médica de plantão. Neste momento,  termina o romantismo do parto.  O bebê nao esta encaixado apesar de ter dilatação pra nascer já e demonstra nao estar satisfeito la dentro.  A equipe médica me coloca em diferentes posições para ver se muda a condição do bebê e os alarmes param.  Batimento cardíaco do bebê voltam ao normal. Ok,  podemos aguardar pra ver se com essa movimentação, o bebê encaixa sozinho.

05 da tarde e, pela 3a vez, os alarmes começam a apitar. Bebê não está feliz.  Volta a equipe médica e a midwife diz: vai ter que nascer agora, Leia. Nao da pra esperar mais.  A obstetra de plantão diz que o bebê ainda nao esta totalmente encaixado mas pelo historico (3o aviso de batimento cardiaco oscilante), precisa nascer.  Ela diz que pode usar o vacuum ou fazer uma cesarea. Digo que estou ok para a cesarea se for necessaria. Ela diz pra deixa-la tentar com o vacuum primeiro.  Sinto a mao dela la dentro, abrindo e colocando a conchinha de silicone.  Qdo ela me da o comando, eu faço força mas logo páro para nao ter laceração.  Mais um push e voilá! It is a boy!!!

O choro de alegria consome a mamãe que já estava desesperada com a situação.  3kg e 320 gramas, 51cm, nasce Logan Sousa Elvas,  às 05:14pm do dia 20 de novembro de 2018.

Um bebê lindo,  rosado e com uma carinha muito saudável.

Quando veio para meu colo,  chorei e agradeci os planos de Deus.

Eu tinha planejado tocar uma música quando ele nascesse e então naquele momento, pedi para o Ricardo colocar no celular e ouvimos e cantamos em meio a muitas e muitas lágrimas da mamãe, a música de Janeiro a Janeiro.  A parte em negrito é que mais tinha a ver com o momento e a emoção foi grande:

De Janeiro a Janeiro
Roberta Campos

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases e estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de Janeiro a Janeiro
Até o mundo acabar
Até o mundo acabar
Até o mundo acabar
Até o mundo acabar...

Recuperada após a emocionante canção, a midwife checa minha temperatura e estou com febre. Estranho, não é normal a mãe ter febre após o parto.

Resumindo: parto no hospital também tem seus riscos, como qualquer outro procedimento, especialmente por ter tomado anestesia.  Peguei uma bacteria chamada e-coli.  Tive que ficar 3 dias ao invés de apenas 24 horas até descobrirem o que estava causando a minha febre.  Também tive alergia ao componente químico usado na assepsia do local onde coloca-se o catéter da anestesia e com isso, fiquei com uma mancha vermelha nas costas inteiras, que coçava muito.

Depois tudo isso passou e hoje estamos aqui, comemorando 1 ano desse anjo lindo e perfeito que trouxe muito amor pra nossa família!

Logan,  você é muito especial, meu filho.  Obrigada por ter nos escolhido! A sua chegada trouxe uma outra perspectiva. Cada um de nós foi profundamente impactado positivamente com sua presença e reforçou mais uma vez a certeza de que amor não se divide, se multiplica!

Que Deus te abençoe hoje e sempre com muita saúde e alegria!

Te amamos!




Tuesday, 12 June 2018

Conseguimos fazer muito!


As vezes fico impressionada com a quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia.

Hoje, por exemplo, acordei 10 para as 6 da manha.  Desci direto para o basement, coloquei roupa pra secar e lavar.  Subi pra cozinha. Resolvi olhar meu celular e la estavam 2 emails de trabalho, com pedido de urgencia.  Li.  Encaminhei para equipe IT, pedindo pra resolver.  Deixei o telefone de lado.

06:15 am.  Comecei a fazer uma carne com batatas para todos levarmos como almoco pois nao tinha comida pronta. Poderia nao fazer e comprar comida no trabalho? Sim, Ricardo tambem,  mas e as criancas? O que levariam para o almoco da escola? Portanto, mamae faz sim a comida, fresquinha as 06 da manha.

Carne temperada, batatas cortadas, panela de pressao.  Arroz na panela de arroz,  Feijao esquentando.  Corto frutas, pega iogurte e bolinho. Lancheiras quase prontas.  Sanduiche do papai tb pronto. Tudo em paralelo.

Papai acorda e vai colocar o lixo la fora pois hoje era dia.  Pois e, as maravilhas de se morar em casa.

Criancas acordam.  Mamae coloca o cafe da manha e depois vao colocar os uniformes.

Comida pronta, lancheiras finalizadas e pia cheia de louca.  Vai ficar ateh a noite qdo papai ou mamae resolverem quem tem disposicao pra deixar a bendita pia fazia e brilhando (ok,  a lava louca ajuda, mas tb tem sua parcela de trabalho).

Ok, setup escolar preparado? Sim. Mamae pode ir tomar banho e papai,  o qual ajudou com os uniformes e fez seu trabalho com o lixo na rua,  termina o banho,  toma sua vitamina e diz : to indo pois detalhe : Lucas tem futebol hoje as 06pm. Alguem tem que chegar mais cedo para leva-lo.

Mamae vai tomar banho e se apronta pra sair.

08:40 , mamae e criancas no ponto de onibus escolar.  08:48 onibus chega.  "Bye, Au revoir, tchau meus amores! " (Nao, nao falo nas 3 linguas. Foi so pra frase ficar legal :).

Mamae parte para o apartamento para pegar os cheques do aluguel.  Engarrafamento... jeezzzz...

Encontro com a inquilina,  pega os cheques e parte para o trabalho com ela perguntando: Voce esta gravida do terceiro e ainda trabalha?? E eu respondo: Nao so trabalho, como trabalharei ate 10 dias antes de nascer se tudo correr como o planejado.  E vai correr.

Ok,  um pouco mais de engarrafamento, 20 min e chego no trabalho : 10:20 am.

Reuniao as 11 e computador atualizando o Windows... Passei a reuniao pra tarde.

IT resolveu o problema do usuario e eu passei o feedback pra frente.  Vi isso no celular pois o raio do Windows estavam tomando o tempo dele para atualizar...

Ufa,  laptop atualizado , hora de trabalhar. Vira a chave do cerebro pra ser gerente de projeto agora. 

Ca estou , no meio do expediente as 03:00pm , tirando um break para colocar esse pensamento aqui...

Agradeco a Deus pela saude e peco que me mantenha assim pois ainda ha muito trabalho pela frente! Tambem gracas a ELE.

Vamo que vamo!

Tuesday, 13 March 2018

Lembranca simples mas importante

Ontem, Lucas leu seus 3 livrinhos da semana em Frances. Na hora de doemir, quis ler um livro em ingles. Livro nivel 1 pra quem ta aprendendo mesmo. O livro se chama "Cooking with the Cat" do Dr. SEUSS , da serie The Cat in the hat.

Como ele esta sendo alfabetizado primeiro em Frances, sempre que pedia pra ele ler algo em ingles, ele confundia os fonemas.

Pois bem, ontem quis ler o Tal livrinho em ingles 3x, sendo que na terceira vez, o leu totalmente sozinho. Eu fiquei impressionada e orgulhosa!

Ele de repente comecou a entender a diferenca dos sons e passou a conseguir ler as palavras em ingles corretamente.

Eh isso! Crianca eh muito esponja mesmo!

Bjs
Leia

Monday, 12 February 2018

Um conversa especial

Um post rápido pra registrar uma conversa especial com o Lucas e Livia. 
Estávamos na cozinha, comendo pipoca e fazendo dever de casa e de repente Lucas me olha e diz:
"Mamãe,  eu queria saber como falar com Deus."
Eu: "Você fala com Deus toda vez que você reza."
Ele: "Mas mamãe, eu queria realmente falar com Deus. Sabe como? Realmente falar com Ele. "
Eu: "Meu filho,  Deus escuta a todos nós mas em especial as crianças. Quando você quiser falar com ele, você se concentra e fala que Ele vai te ouvir."
Ele ficou pensativo. 
Com isso, a Livia vira pra ele e pergunta: "E você vai falar em francês?" :)
Ele me olha, como perguntando: "E agora? Em que língua eu falo?"
Eu: "Você pode falar em qualquer língua, Ele vai te entender, Deus é poliglota!":)
E todos rimos. E o assunto parou por aí mas o Lucas continou pensativo...
Deus deve ter achado graça dessa pequena passagem de nossas vidas.
:)

Monday, 2 October 2017

Da Série: Tiradas do Lucas


A minha vizinha Maryam tem 3 filhas sendo que a mais nova é bebe ainda, 6 meses. Daí Lucas apos passar um tempo brincando na casa delas, me vira e pergunta: mamae, voce pode ter mais bebes? Eu respondi: a principio sim.  Ele: Entao eu tb quero ter mais bebes em casa, pq vc nao tem mais 2 , gemeos, um pra mim outro pra Livia?  Eu: E se eu tiver mais 2 bebes, quem vai cuidar deles? Ele: Voce mesmo pois voce é quem tem os peitinhos :):).

Além de engraçado, achei super realista pois ele não teve uma visão romantica do tipo: "eu te ajudo a cuidar" etc.  Tratou logo de falar a realidade, sem meias palavras. :)

Daí quando eu falei que se eu tivesse mais filhos, eu teria menos tempo pra ficar com ele e Livia, ele ficou pensativo sobre seu pedido.  :)

bjs

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Lucas ontem estava andando de bike depois de um aniversario que fomos no Centro de Toronto. E estava friozinho.
Nisso, ele parou e eu perguntei se ele queria dar um tempo pra descansar e esquentar.
Ele esfregou uma mao na outra para aquecer,
assoprou as maos juntas, olhou pra mim e disse: Never give up! (Ou nunca desista)
E continuou de bicicleta ateh chegar no carro.

Uma figurinha muito determinada esse rapazinho! :)

bjs

Wednesday, 30 August 2017

Sem rodinhas ...

Sabado,  22 de abril de 2017,  Lucas começa a andar de bicicleta sem rodinhas!

Só pra registrar pois acho que nao tenho video dessa primeira andada boa sem rodinha.  Estava preocupada em ajuda-lo se caisse e acabei nao filmando...

bjs

Raciocínio Lógico


Fico impressionada com a lógica das crianças em geral. No entanto obviamente observo mais o raciocínio dos que estao ao meu redor.

Lógica com nomes

> Livia me chama de mamae, mom, mommy. Eu a chamo muitas vezes de Livinha.
Ela agora tem passado a me chamar de Maminha! :)

> Além de me chamar de mommy,  ela chama o Ricardo de Papi. Como D. Lucia passou um tempo com eles neste verão,  Livia passou a chamá-la algumas vezes de Vóvi! :).


Lógica com palavras

> Livia e Lucas sempre querem brincar com as filhas da vizinha. Normalmente, Livia sempre pergunta pela mais velha.
- Mommy, eu posso brincar com a Zaynab?

E eu já respondi algumas vezes assim:
- Por mim pode,  mas vamos perguntar pra mãe dela se ela está disponível?

Daí, certo dia, ela não queria ir dormir e queria ficar com o Ricardo.  Só que o Ricardo estava trabalhando no basement e não poderia ficar com ela naquele momento.
E ela insistia bastante (as usual).  Foi então que eu falei:

- Livia, o papai agora não pode, ele não está disponível.

E ela furiosa, me respondeu:

- Não, não, não mamãe,  ele tá sim,  o papai não é a Zaynab! :):)


Senso de espaço
> Estávamos arrumando e limpando o quarto dela para montar a cama grande que ganhou da tia Marcela.
A propósito, ela adorou ajudar a limpar seu proprio quarto (bom saber!).  Pegava lenço umedecido e fez questão de tirar todas as manchinhas da parede que estavam ao seu alcance.
Com isso, precisávamos retirar a cama pequena do quarto, mas não passava na porta apenas empurrando.
Ela então olhou e falou desse jeito:
- mommy, que tal se a gente virar a cama de lado?
e eu falei:
- Ótima idéia, vamos fazer isso.  Mas vou chamar o papai pra ajudar pois é muito pesado pra voce, ok?!
e ela:
- ok! :)


Estou curiosa para saber como ela será na escola que começa na semana que vem!

bjs
Leia (proud Maminha :))

Monday, 8 May 2017

Um cartão para um amigo

Domingo, 7 de maio de 2017 , o Lucas foi ao aniversário de um amiguinho do daycare,  o Aaron.  

Na hora de escrever o cartão,  ele quis escrever em ingles e algumas partes das palavras conseguiu escrever sozinho e outras partes copiou de uma folha de onde eu escrevi.  

Minha primeira surpresa foi que além do "Happy Birthday", ele me pediu para escrever "Thanks for inviting me!", com exclamação pois é o ponto que "demonstra que estamos animados para alguma coisa, mamãe":).  

Depois ele disse que queria fazer um desenho para o amigo (que bom que era um cartão em branco por dentro). Eu então falei que ok, que ele poderia desenhar o que quisesse e saí de perto.  

Quando voltei e olhei o desenho, vi que ele tinha feito um jogo de futebol mas os goleiros eram um pouco diferentes. Daí perguntei quais eram os times.  E ele disse que não era exatamente um jogo de verdade, era um jogo entre robos e bonecos pois o Aaron adora robos! 
E ele escreveu o placar 0x0 em cima pois estava no início do jogo :) e "Soccer Robots" embaixo como legenda :). 
Ele conseguiu escrever parte dessas palavras sozinho e depois me perguntou como terminava.  

Fiquei bastante impressionada com o esforço e dedicação que ele teve para fazer o cartão, bem como com o resultado de seu pensamento traduzido no desenho.  
Ele conectou algo que ele gosta com algo que o amigo gosta.  Uma expressão singela e pura do início de uma amizade.  Muito bonitinho. 

Muito legal também observar o desenvolvimento do raciocínio e aprendizado do ser humaninho que começa agora a conseguir se expressar com palavras escritas e desenhos.  

Uma pena eu não ter fotografado mas fica aqui o registro.  

Bjs
Leia (a proud mama... aproveitando pra limpar a baba :)) 

Sunday, 2 April 2017

Coisas que ainda me lembro

Outra coisa que eu também achei que faria era registrar tudo sobre os dois filhos: a primeira palavra, o dia que andou,  o primeiro sorriso, o dia que caiu o umbigo... bom, isso não aconteceu e por isso o blog tem muitos menos posts que havia imaginado.  No entanto, para que eu não esqueça de vez de algumas passagens que ainda me lembro, aqui vai:

- Lucas falou a primeira silaba e foi "pa" com 9 meses

- Livia falou "ma" com a mesma idade (woohooo...aquela historia, a gente carrega 9 meses , devia ser proibido a crianca pensar em falar em qualquer coisa primeiro que nao seja mamae ou algo relacionado:))

- Lucas andou com 14 pra 15 meses . Livia com 10 meses.

- Lucas engatinhou de bundinha e comecou aos 9/10 meses. Livia engatinhou com 7 meses.

- O umbigo do Lucas caiu com 1.5 semana de nascido. O da Livia?  Nao me lembro.

- Lucas mamou no peito até 21 meses (ou 1 ano e 7 meses), Livia até 3 anos completos e se deixasse, ela estaria mamando até hoje, pois adora o peitinho da mamãe. :)

- No natal de 2015 para 2016, Lucas colocou sua roupa nova, se olhou no espelho e falou: "Poxa, eu to bonitao, to mais bonito que Livinha".  E Livia tambem olhando no espelho e passando a mao nos cabelos, respondeu: "Nao,  Livinha é linda, Livinha é princesa." (nessa época ela ainda falava em terceira pessoa).

- Certa vez, estávamos eu e Lucas no nosso carro menor e o Ricardo e a Livia no carro maior.  Nos ultrapassamos o papai e a Livia e o Lucas disse: "Ah ehhh, ultrapassamos por que a gente é Hot Wheels":)

- A ultima foi ontem (Apr/2017) onde o Lucas virou pra mim e perguntou por que eu escolhi o nome dele de Lucas.  Ele disse: "mamae, pergunto pois olha o que está acontecendo agora. Os meus amigos me chamam de Lu-kiss, ou seja , Lu-beijo " e caiu na gargalhada.  E eu também. No fundo,  pela forma que o nome Lucas é falado em ingles, acaba ficando parecido com isso mesmo.  Achei o máximo ele ter identificado um fonema do ingles numa grafia em portugues.

Eh isso então.

bjs





Tuesday, 7 March 2017

A mãe que sonhei ser...


A mãe que sonhei ser definitivamente nao é a mãe que sou.  Achei que seria aquela mãe ponderada, que não grita com os filhos bem como consegue e sente estar fazendo o melhor para a educação de seus rebentos.
No entanto, a minha realidade não é essa.  No fundo, por vezes me sinto imatura para educar seres humanos. Por vezes me pergunto porque erro tanto. Me pergunto porque nao consigo ser consistente se a consistencia nas ações educativas e comportamentais é a chave para se garantir o respeito e promover o aprendizado dos pequenos.

Sou uma mãe que já sentiu raiva daqueles pelos quais deveria, em teoria, sentir apenas amor incondicional.  Raiva no fundo de mim mesma por não ter conseguido contornar uma situação de estresse sem ter que gritar, espernear e quase que fazer pirraça tanto quanto o filho.

Sou uma mãe que chora e chora muito; de emoção,  de alegria mas também de desespero de por vezes, nao conseguir ter a firmeza que a situacao exige ou simplesmente não saber o que fazer.  E essas situações acabam também sendo mais frequentes que eu gostaria.

Sou uma mãe que achou que seria mais fácil apesar de ninguem nunca ter falado isso.

Sou uma mãe errante tentando acertar como todas mas que reza para que Deus sempre me de uma luz no fim do tunel.

Enfim, essa sou eu, Leia, mãe.

Monday, 4 April 2016

Sexto sentido

Apr 04/2016

Preciso compartilhar uma experiencia com minha filhota ontem.
Fomos eu, ela e Lucas a Maple Town,  no Mountsberg conservation area.  Basicamente um maple syrup festival.  Uma tradicao canadense :).
Daih, vimos tudo, comemos panquecas e resolvemos ir andar e ver os cavalos pois nao iriamos pegar o wagon, soh olhar.  Nisso, um grupo de pessoas comecou a caminhar em direcao a rota da carroca e Livia os seguiu.
E eu dizendo, "Livia, vamos para o outro lado, bla, bla." E ela: " nao, quero ir atras dos cavalinhos". Muito por conta do grupo de pessoas estar indo praquele lado. E Lucas do meu lado.  Ele nao eh do tipo q sai correndo e some. Ela faz isso.
Pois bem, seguimos atras do tal grupo.  Nisso o grupo parou e eu perguntei se aquele caminho sairia na entrada no parque.  A moca entao disse que nao exatamente, mas bem proximo. No entanto, era um longo caminho.  Daih falei, bom , Lucas e Livia estao cheios de acucar na ideia (maple syrup aos montes), vamos andar pra gastar energia. Seguimos.  O grupo voltou.
Lucas olhou e disse :"o grupo voltou, mamae.  Pq? Vamos voltar tb?" . "Nao sei, filho.  Vamos continuar".
Nisso,  apos uma boa andada, comeco a ficar um pouco preocupada de ainda faltar muito e eles nao conseguirem andar ateh o final.
Lucas jah comeca reclamar e Livia comeca a querer colo. E eu pensei: "fu...eu!"
Aih, falei pra eles descansarem um pouco, que eu iria olhar se depois da curva jah era o fim da estrada.  Fui olhar mas nao vi o fim e alem disso,  estava cheio de gelo deslizante mais a frente. Desespero comecando.  Voltei e falei pra eles: "nao vi o fim da estrada e nao sei onde sairah. Vamos voltar pois por lah eu conheco o caminho".
Lucas me olhou e concordou. Livia,no alto de seus 2 anos e meio, me olha e diz:"nao, mommy,  vamos continuar" e segue em frente. Lucas me olha sem saber o que fazer.  Eu :"Livia, volta aqui minha filha". Livia: "nao, vamos por aqui! tipo,  "no, there is no turning back. Forward we go!"
Bom, eu e Lucas fomos atras.  Chegando na parte do gelo deslizante no meio da rua, andamos pela neve ao lado.  Nisso, mais alguns passos e  voila! Avistamos o fim da estrada e de fato,  era relativamente perto da saida do parque!
Eu entao falei:"nossa, Livia,  o seu sexto sentido eh muito bom!". Lucas olhou e perguntou: "mamae, a Livinha teve uma boa ideia vindo pra ca?" , eu falei "sim,  filho, ela confiou no sentimento de que ela estava certa.  E de fato, estava!"
Livia, determinada, continuou andando e mais 3 passos e pediu colo. Tipo assim "agora que te ajudei a achar o caminho de volta, vc pode me ajudar a descansar um pouquinho?" :).

Achei o maximo e posterior a isso, fiquei refletindo bastante sobre a personalidade dela. Ha algo de explorador e destemido nesta pequena notavel e adoravel, Livia :).

bjs

Monday, 4 November 2013

Nascimento da Livia - O parto


(Esse post foi escrito ha quase 1 mes jah. Soh faltava publica-lo). Bem, cah estou para contar como foi o parto da Livia em 06 de setembro de 2013. 

Antes de falar do parto em si, um pouco do historico de como foi o do Lucas para justificar algumas das minhas decisoes no caso dela. O parto do Lucas foi vaginal, conforme eu descrevi aqui, mas não foi exatamente natural. A contar do estágio inicial do trabalho de parto até o nascimento, foram quase 48 horas.

As contrações começaram por volta de 11pm do dia 02 de maio de 2011 e o Lucas nasceu as 09:30pm do dia 04. Lucas nunca encaixou. Eu tomei anestesia com 5cm de dilatação. E ele teve os batimentos cardíacos alterados, entrando em sofrimento, o que me impediu de fazer os “pushes” e ele nascer de forma mais natural. Como ele estava muito acima, foi utilizado o forceps para tira-lo lá de dentro e não precisarmos fazer uma cesariana.

Bem, o fato é que apesar de eu ter entendido a necessidade do forceps naquele momento, ter confiado na
equipe médica e não ter passado pela cirurgia, isso não me deixou feliz em relação ao parto dele. Fiquei muito paranóica durante muito tempo, principalmente porque nas 2 primeiras semanas ele teve uma sequela de ter o nervo do rosto afetado, o fazendo ter a boca torta. No dia em que nasceu, a pediatra disse que não podia afirmar se isso se reverteria ou não. Ou seja, depois que passou ficamos aliviados, mas durante esse tempo, tinhamos que conviver com essa incerteza e isso tb dificultava a amamentacao etc.

Bom, Lucas hj tem quase 2.5 anos e é lindo e saudável. No entanto, essa experiencia com ele, me fez querer ter uma experiencia diferente no segundo parto. Assim, a minha primeira providencia para tal foi escolher quem me acompanharia no prenatal.

A minha gravidez sendo de baixo risco me permitia ser vista pelo médico de familia, midwives ou obstetra de acordo com o sistema de saúde canadense. Como já  tinha ouvido falar muito bem das midwives e após ver o documentário “thebusinessof beingborn” , resolvi ser acompanhada por elas , uma vez que eu já tinha sido acompanhada por um obstetra da primeira vez e não morri de amores pelo serviço prestado, apesar de respeitá-lo. Assim, no início da gravidez, consegui uma midwife. Uma não, duas, pois pra começar, a grávida é acompanhada por 2 midwives sempre: uma pra mãe e outra para o bebe. Mas o sistema faz com que a grávida veja cada uma alternadamente durante toda a gestação e quem estará lá no dia do parto, serão elas e não o medico plantonista do hospital. Isso, pra mim fazia e fez uma GRANDE diferença. Além disso, as consultas levavam 30 minutos sempre e nao 5 , como era com o obstetra. Eu pude discutir todas as minhas neuras, criar meu plano de parto ao longo dos 9 meses e criar um relacionamento com elas.

E só pra complementar, as midwives tem uma abordagem mais natural, o que estava alinhado com o que eu queria e ainda fazem acompanhamento pós-parto em casa, o que facilita MUITO, ou seja, de fato um service diferenciado. Mas vale lembrar que isso é pra gravidez de baixo risco pois elas não fazem cirurgias ou intervenções mais sérias.

Bom, mas agora vamos ao parto da Livia em si. As contrações começaram no dia 04 de setembro por volta de 10pm. Varou noite a dentro com o que eles chamam de early labour. Estágio inicial do trabalho de parto, que nao tinha uma regularidade, mas a frequência era de 15 ou 20 ou 30 em 30 minutos. Não consegui dormir direito essa noite. Na manha do dia 05, começaram a ficar mais intensas, mas eu sabia que ainda estava no inicio. Mandei um page para as midwives, dizendo que estava em early labour. O tampão tinha saído na madrugada. Falei pro Ricardo ficar em casa. Minha mãe e minha irmã Andrea estavam aqui e só me observavam. Eu fui tomar banho de banheira pra relaxar. Consegui. Depois fui tomar café e só dava uma paradinha qdo vinha uma contração. Fiquei na sala da minha casa, no sofá e minha irma fazia Reiki e Johrei (um tipo de energização com as maos) em mim todo o tempo. Fiz diversas posicoes para aliviar as contrações que ficavam mais frequentes. Depois do almoço, fui para o meu quarto, tomei outro banho de banheira e depois deitei na cama. As contrações se intensificavam mas a frequência não era regular. A essa altura já estavam de 5 em 5, as vezes 7 e 7 minutos, 8 em 8. Com 1 min ou 30 seg de duração.

Às 04pm, resolve ligar para as midwives e dizer que eu sabia que ainda não estava muito dilatada, mas que as contrações estavam mais fortes, então eu queria ser checada. Durante a conversa com ela, algumas contrações e ela percebeu que eu já não conseguia mais falar tanto durante, então realmente me pediu para ir ao hospital.

Chegamos as 05:30pm do dia 05/09 no hospital. Lá estavam a Christy (minha midwife principal) e a Suneet, a estudante que tb me acompanhou. Elas checaram e o bebe estava bem e minha dilatacao 04cm. Eu poderia ser admitida no hospital, mas ainda teria um longo caminho até chegar a 10 cm.

Bem, fui admitida, troquei de roupa e fiquei andando pelo corredor pra tentar adiantar o processo, tb ficava sentada na bola de pilates de vez em qdo. A cada 15 minutos, as midwives checavam os batimentos cardiacos do bebe com o dopler.

Por volta de 08pm, elas checaram minha dilatação e estava de 5 a 6cm. Ok, evoluimos um pouco em 2.5hs. Mas algo estava diferente, apesar da dilatação acontecendo, o bebe nao estava encaixado. Depois dessa checagem, vieram 2 contrações arrebatadoras, fortes, mas na região do quadril.

Em torno de 09pm, elas chamaram o obstetra de plantão para checar, só pra ter uma outra opinião, pois elas achavam o bebe muito acima do que deveria. Ele checou e disse que eu estava com 09cm! Foi uma alegria. Pois eu pensei que dali pra 10 não demoraria tanto e em torno de umas 2 ou 3 horas, eu estaria parindo. Eu ainda estava com o mindset de seguir naturalmente sem anestesia. Fiquei feliz de saber que estava com 09cm e pedi para ir pra banheira do hospital pois a essa altura , não adiantaria tomar a peridural, se em teoria, faltava pouco para parir. Vale dizer que minha bolsa ainda não tinha estourado.

No esquema das midwives, como faltava pouco, a Christy ligou para a Amy (midwife secundaria) para que ela viesse fazer a cobertura do parto junto com elas. Eu tive mais consultas com a Amy do que com a Christy, então de alguma maneira, me sentia mais conectada a ela e fiquei feliz qdo ela chegou.

Depois de meia hora na banheira, saí e voltei para o quarto. As contrações deram uma trégua, mas eu estava relaxada e ao mesmo tempo bem cansada. Uma coisa estava estranha, apesar de estar com bastante dilatação, eu ainda sentia as contracoes na altura do quadril. Ou seja, eu não tinha a sensação de que estava com essa abertura toda e meu corpo, através das contrações, tb não dizia isso. Eu comecei a ficar muito cansada. Elas me colocaram em outra posição pra que as contrações ficassem mais fortes. Isso de fato aconteceu, mas pelo meu cansaço, eu já não estava mais conseguindo passar por elas da mesma maneira. Estava comecando a ficar meio desesperada de não aguentar. Depois disso, eu já estava pedindo arrego e elas começaram a dizer que talvez precisássemos de ocitocina sintética para ajudar as contracoes e fazer o bebe descer. Nessa hora, eu disse que queria tomar a anestesia, pois com indução via ocitocina, as contrações são MUITO fortes e eu precisava dormir um pouco para recuperar a energia. Eu estava quase desmaiando de cansaço neste momento. Foi aí que a Amy resolveu me checar novamente. Durante a checagem, a bolsa estorou sozinha. Ela então disse que eu não estava com 9 cm, mas no máximo 7cm e o bebe ainda não estava encaixado. Ficamos todos sem saber que pq o tal medico achou que era 09 e criou uma falsa expectativa em todos que a coisa progrediria rapidamente a partir dali.

Assim, por volta de meia-noite, eles me deram anestesia, em meio a fortes contrações. Aí, eu pude relaxar e dormir um pouco pra me recuperar e ter energia para os pushes. Eles colocaram os monitores na barriga para ouvir os batimentos cardíacos do bebe. Alem da anestesia, tomei tb a ocitocina. Ou seja, mais algumas horinhas e poderia estar parindo. Livia se comportava bem la dentro (ao contrario do Lucas que entrou em sofrimento). Isso nos dava segurança mas precisávamos ficar de olho.

Por volta de 03am, elas falaram que o bebe ainda estava alto e que poderíamos tentar uma carga extra de ocitocina pra forçar as contrações e o bebe descer ou poderíamos tentar empurrar pra ela descer. Eu escolhi empurrar (push) pois queria manter o nivel de medicacao no minimo possivel. Tb não apertei o botao de dose extra de anestesia nenhuma vez. Eu me sentia melhor pelo menos nao estava colocando mais remedio dentro do meu corpo e tb do bebe.

Começamos a tentar fazer os pushes. Livia descia e subia. Eu nem sempre fazia o push corretamente, o que tb não ajudava. Tentamos varias vezes. Até que chegou a um ponto que elas não entendiam pq o bebe não encaixava e não descia e eu por minha vez comecei a ficar desesperada, de ter que fazer uma intervenção como a do Lucas ou até mesmo uma cesaria. Nessa hora, eu fiquei nervosa e chorei. Falei que precisavamos de um plano, pois o bebe precisava nascer de algum jeito e eu não estava vendo luz no fim do tunel em relacao ao encaixe dela. O posicionamento dela era igual ao do Lucas, mas eu nao queria forceps novamente e o aspirador nao poderia ser usado (pois ela precisaria estar mais abaixo pra tal). Assim, estava chegando a conclusão de que talvez a cesaria seria a saida. Essa possibilidade me frustrava mas ao mesmo tempo eu estava consciente de ter tentado.

Por volta de 06am, o médico obstetra (o mesmo que errou nos 09cm) voltou e tb falou de uma possível cesaria. Ele me checou e disse que o bebe já estava bem mais abaixo que antes mas nao estava numa posição favorável. Com os 3 dedos, ele conseguiu virar a cabeça do bebe e falou para tentarmos mais uma vez, pois caso não conseguissemos a recomendacao dele seria a cesaria. Uma das midwives falou que nos o surpreenderiamos.

Nisso, eu comecei a sentir diferentes contrações. Apesar de não sentir a dor, eu sentia uma pressão ENORME la embaixo, coisa que ainda não tinha sentido. Falei pra elas e elas falaram que isso era ótimo e nós deveríamos tentar os pushes novamente. Recomeçamos entao os pushes e pra nossa surpresa, Livia comecou a descer. Elas comecaram a ficar euforicas e diziam:”Leia, tá funcionando, vc tá conseguindo mover o bebe. Ela está vindo”. Assim, peguei uma reta, foquei e rezei e pedi pra Nsa. Sra. me dar forças e fui fazendo os pushes. Qdo a cabeca começou a aparecer, elas falaram :”Ela está vindo, Leia. Good Job!” Foram VARIOS pushes pra cabeça sair. Tive que ir devagar pra que saisse corretamente e eu não tivesse lacerações. E eu só queria saber de empurrar e empurrar pra ela sair, mas tinha que segurar a onda nesse momento. E o Ricardo segurava minha cabeça pra frente e falava :”Tá vindo mesmo, eu tô vendo a cabeça!”. A pressão la embaixo era ENORME!!

Até que após muitos pushes, as 08:17am, a cabeça saiu e aí foi mais 1 push e veio o restante do corpo !! Foi apoteótico!! Eu caih no choro, elas pegaram o bebe na mesma hora e colocaram no meu colo. Toda sujinha, linda, cheia de curvinha. Um bebe grande: 3845 gramas. Pronta para mamar! Ricardo cortou o cordão umbilical. E eu continuei chorando por um tempo . Ricardo conseguiu pegar em video. Tiramos algumas fotos. Eu queria colocar a musica Sol de Primavera do Beto Guedes pra ela ouvir assim que nascesse, mas não funcionou no celular, aí, entre lágrimas e soluços, eu cantei pra minha filha:

“Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera
abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor só nos resta aprender... “

Essa cena ficou gravada no coração, pois entre cantar e chorar, não conseguimos filmar :).

Bom, dizem que o trabalho de parto do segundo filho é mais facil e rápido que o primeiro. De fato,  foi mais rápido,  34 horas no total contra quase 48 horas do  Lucas.  Mas mais fácil não foi exatamente o caso.

Chegamos a conclusão que mesmo que eu tenha outros filhos, os trabalhos de parto provavelmente serão assim tb pois a minha pelvis é estreita e não permite que os bebes fiquem encaixados antes da hora de realmente sair. Mas mesmo assim, fiquei satisfeita com o fato de ter sido um parto vaginal sem intervenção de nenhum instrumento além da medicação e por ter sentido toda aquela pressão pra ela sair. As midwives foram fantásticas. Eu realmente recomendo esse tipo de atendimento aqui no Canada para gravidez de baixo risco. Eu me senti no controle da situação o tempo todo e isso foi muito importante pra mim. Elas me deram todo o suporte.

Saí do hospital no dia 07 de setembro e elas fizeram 5 visitas a minha casa para checar o bebe e me checar , nas 2 primeiras semanas de vida.

Livia é um bebe lindo, adoravel e o Lucas ficou super animado qdo a viu chegando em casa. Ao longo dos dias, temos que ficar de olho nele, pois ao mesmo tempo que quer abracar e beijar, tb quer dar um beliscao ou jogar algo em cima dela :).

Mas essa foi a historia de parto da Livia!
Video da Emocao
Bjs
Leia

Wednesday, 16 November 2011

Visita aos tios Joe e Fulvix



Olá, 

Como disse no post dos 6 meses,  nossos amigos Joelle e Fulvio são agora, também, nossos vizinhos. 


No domigo, dia 06/11, o Ricardo queria ajudar o Fulvio em coisas da casa e nós aproveitamos pra nos reunir novamente! Fizemos cachorro-quente e a tia Joe brincou bastante com o baby Lucas.




Foi um final de domingo delicioso!

bjs 

6 meses!


Oi,

No dia 04/11, comemoramos o sexto mesversário do nosso Luke (versão ingles de Lucas:))!

Mamãe Léia preparou uma torta de maçã e ao final do dia, o papai sugeriu irmos visitar nossos amigos Joelle e Fulvio que haviam se mudado pra Oakville naquela semana.  Assim,  pegamos a torta e fomos comemorar com eles.

Pra nossa surpresa, os primos (ou tios) Meg e Flavio também foram e aí, a festa ficou completa :).

Vejam o vídeo do parabéns! Teve até "com quem será" :).



O albúm dos mesversários foi atualizado, clique nele para mais imagens: Mesversarios

bjs

Friday, 11 November 2011

Despedida dos 5 meses

Oi,

Para finalizar os posts do dia, uma coletanea de fotos para se despedir dos 5 meses no albúm: 5 meses.

Bjs e boa noite!

Caminhada a 4 graus



Oi,

No dia 27 de outubro, fizemos nossa primeira caminhada pelo bairro no frio.  Fazia 4 graus, mas sem vento (o que fica até agradável :)) e eu aproveitei para estrear o kit de inverno do Lucas :).

Fomos dar uma volta  no quarteirão pra pegar um ar fresco e acalmar o menino. Vejo que o Lucas é como o pai, se fica muito em casa sem sair, começa a dar coceira pra ir pra rua :). E ele adora passear!

Na maioria da vezes, ele reclama quando o colocamos no carrinho, mas bastou colocarmos os pés pra fora de casa que ele percebe que vamos passear e já fica tranquilo de novo. :)


Com todo o aparato para o inverno, ele fica escondidinho no car seat. E eu achei que ele iria reclamar de ficar tão preso ali, mas que nada. Depois de um tempinho de caminhada,  o balancinho e o quentinho do ambiente,  o soninho foi certeiro!


Mamãe aproveitou também pra registrar a cor das árvores das casas da vizinhança e também ela mesma!



Bom, foi isso!  

bjs

Halloween - Parte 2



Olá,

A segunda parte do Halloween, como disse no post anterior, foi no dia 31/10.  Fomos para a casa da Ana, nossa amiga que mora aqui em Oakville também, e andamos com as crianças na rua para pegar doces.  Eu diria que o Halloween é o São Cosme e Damião daqui :)... brincadeira.

Uma breve descrição do Halloween diz:


Dia das Bruxas (Halloween -lido Hálouim- é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre basicamente em países anglo-saxônicos, mas com especial relevância nos Estados UnidosCanadáIrlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos (não existe referências de onde surgiram essas celebrações).  


Então, fomos nós com as filhas da Ana e da Marcela (Amandinha) e também suas amiguinhas fazer o trick or treat ( "doce ou travessura").  

Foi muito legal. As crianças ficam animadíssimas para se fantasiarem e buscarem os doces.  

Mais fotos no album: Halloween Part 2

bjs

Halloween 2011 - Parte 1



Oi,

Este ano tivemos 2 momentos de Halloween: o primeiro foi o aniversário da amiguinha Julia, também conhecida como Jubóbora :), no dia 29/10 e o outro foi o ritual do "trick or treat" no dia 31/10.

A festa de 1 ano da Julinha teve como tema o Halloween pois ela faz aniversario no dia 31 de outubro.  Assim, como disse a mãe dela que o primeiro ano a festa é mais para os pais mesmo,  ela resolveu fazer de halloween.

Essa idéia foi excelente pois nós, por exemplo,  não teríamos uma outra festa pra ir se não fosse esta, pois as demais são de adultos. 

Assim fomos ao aniversário da Julinha e nos divertimos muito! Tudo estava lindo e gostoso! Decoração maravilhosa, comidas fantásticas como sempre acontece em qualquer evento na casa deles. 

A regra era que todos fossem fantasiados, inclusive os adultos. Então assim nós fomos :).  


Aproveitamos as perucas que temos em casa e fomos de punk e black power com o nosso cãozinho. :)

Lucas chegou lá chorando (de fome) e saiu chorando (de sono) :).  Enfim, uma vida agitada com muitos eventos para um cãozinho assim tão pequenino :).  

Mais fotos é só clicar no album: Halloween Part 1

bjs





Balbuciando Sílabas

Oi,

No dia 27 de outubro, tivemos uma novidade: o Lucas começou a balbuciar as primeiras sílabas do Luquês,  sua linguagem :).

Foi interessante! A mamãe conseguiu filmar pra mostrar a todos. Vejam vcs mesmos.



A partir disso, ele chora com "nhã, nhã, nhã" e às vezes, acorda "falando" "da, ti, dã, nha, nhe" :). Uma graça!

bjs

Primeira Comidinha!



Oi, 

Continuando com os acontecimentos do mês passado, foi aos 5 meses e 12 dias, em 16 de outubro de 2011,  que o Lucas comeu sua primeira comidinha sólida! 

A história foi assim: o Lucas sempre dormiu bem, desde que nasceu.  Entenda dormir bem como considerar desde recém-nascido que a noite é feita pra dormir mesmo se acordar de vez em quando.  Mas este "acordar de vez em quando" se resume a 2 vezes por noite, na maioria dos dias.

Desde o início, ele sempre teve essa percepção. É óbvio que no primeiro e segundo mês, ele era um relóginho. Acordava de 3 em 3 horas pra mamar (mas mamava e voltava a dormir, não ficava querendo brincar).  Nas primeiras semanas, na verdade, quem o acordava era eu, pois o garotinho precisava engordar! Então, se por acaso, ele esticasse, a mamãe dava um jeito de acordá-lo e dá-lhe peito!

Mas o fato é que ele sempre foi um good sleeper (vulgo dorminhoco!).  

Bem, isso até completar 5 meses (04/10/11).  Depois mudou o padrão :(.  Começou a acordar de 2 em 2 horas a noite. Com isso, a mamãe também começou a ficar looouuuuucaaa :).  Por que esse menino dorminhoco abençoado acorda tanto agora, meu Deus?!

Assim, esperei 1 semana e o comportamento não mudou, resolvi levar ao médico.  Antes disso, li na internet que poderia ser algumas coisas: 1) surto de crescimento (fase em que o organismo da criança precisa de mais comida mesmo.  Mas o fato é que isso só acontecia a noite), 2) Sono afetado por conta de estar passando por algum marco do desenvolvimento (rolar, sentar, engatinhar. E de fato, ele estava começando a rolar de verdade) ou 3) Fome (o leite não estaria mais sustentando a noite toda).  

O médico então me falou as mesmas coisas que a internet :). No entanto, como o Lucas já estava com quase 5 meses e meio e, apesar de a meta ser amamentação exclusiva até 6 meses como manda a OMS e os médicos em geral, resolvemos inserir uma comidinha pra ver se começava "a pesar mais no estômago".

Dessa forma, o primeiro alimento que, tradicionalmente,  se inicia com o bebê aqui na América do Norte é o cereal de arroz (que é hipoalergenico. Não causa alergias). 

Eu, na verdade,  queria iniciar com algo mais natural tipo uma fruta (mais precisamente banana), conforme manda a tradição brasileira (até onde sei para bebês que mamam no peito). Mas como foi orientação médica e conversei com outras brasileiras e elas também deram o cereal mais ou menos nesta época,  segui em frente.  Pra tentar ser mais natural, comprei um cereal orgânico com adição de leite materno e não água. 


Além disso, parte do kit alimentação - prato, potinho e copo, o Lucas já tinha pois ganhou no baby shower, mas ainda faltavam as colheres! Aí, compramos umas de silicone, gentis às gengivas do bebê :) e com sensor de temperatura :). 

Pra completar a aventura, montamos a cadeirinha (a qual ele também ganhou no baby shower :)), em cima de uma das cadeiras da mesa e a testamos antes. O colocamos pra ver como se comportava.  Ele, no mínimo adorou os penduricalhos da bandeja. :)






Começamos então com a medida de uma colher de sopa de cereal e o quanto bastasse de leite (do peito) para virar uma papinha fina (pra que ele pudesse engolir sem engasgar, já que estávamos falando da primeira vez que iria comer algo não líquido). 

Detalhe: eu, me senti, literalmente, uma vaca leiteira :).  Eu mesma me ordenhando pra colocar leite no potinho. Só não filmei a cena porque seria meio esquisito mostrar isso :).  Resolvi não usar a bombinha, pois a quantidade de leite é bem pequena e não justifica montar a parafernalha da bomba. 

Pois bem, depois de tudo montado, papinha feita, mãos a obra! Ou "colher na boca"! 






E assim,  aconteceu por quase 2 semanas.  Primeiro 1 vez por dia e depois 2 vezes até voltarmos para nenhuma vez! Sim,  depois desse tempo, ele enjoou do cereal.  Não quis comer mais.  

Bem, mas a pergunta que não quer calar é: fez alguma diferença no sono dele da noite??? Não! Pois é, o motivo do sono quebrado não era exatamente fome.  O que agora me leva a crer que era a questão de ele estar passando um marco do desenvolvimento, pois apesar de ele ter rolado pela primeira vez com 4 meses e meio,  só começou realmente a ir pra lá e pra cá, depois que fez 5.  

Assim,  como ele enjoou do cereal,  resolvi não introduzir um novo tipo de cereal (o que o médico disse pra fazer) e esperar ele fazer 6 meses completos pra começar com as frutas.  Continuei só no peito e ele aos poucos foi voltando ao normal em relação ao sono,  considerando o seu normal acordar 2 vezes por noite.  

Quando fez 6 meses,  o presente dele foi uma banana :). Mas isso é assunto pra outro post :).  

Mais fotos da aventura da comidinha, clique no album: Primeira Comidinha

bjs.