Monday, 12 February 2018

Um conversa especial

Um post rápido pra registrar uma conversa especial com o Lucas e Livia. 
Estávamos na cozinha, comendo pipoca e fazendo dever de casa e de repente Lucas me olha e diz:
"Mamãe,  eu queria saber como falar com Deus."
Eu: "Você fala com Deus toda vez que você reza."
Ele: "Mas mamãe, eu queria realmente falar com Deus. Sabe como? Realmente falar com Ele. "
Eu: "Meu filho,  Deus escuta a todos nós mas em especial as crianças. Quando você quiser falar com ele, você se concentra e fala que Ele vai te ouvir."
Ele ficou pensativo. 
Com isso, a Livia vira pra ele e pergunta: "E você vai falar em francês?" :)
Ele me olha, como perguntando: "E agora? Em que língua eu falo?"
Eu: "Você pode falar em qualquer língua, Ele vai te entender, Deus é poliglota!":)
E todos rimos. E o assunto parou por aí mas o Lucas continou pensativo...
Deus deve ter achado graça dessa pequena passagem de nossas vidas.
:)

Monday, 2 October 2017

Da Série: Tiradas do Lucas


A minha vizinha Maryam tem 3 filhas sendo que a mais nova é bebe ainda, 6 meses. Daí Lucas apos passar um tempo brincando na casa delas, me vira e pergunta: mamae, voce pode ter mais bebes? Eu respondi: a principio sim.  Ele: Entao eu tb quero ter mais bebes em casa, pq vc nao tem mais 2 , gemeos, um pra mim outro pra Livia?  Eu: E se eu tiver mais 2 bebes, quem vai cuidar deles? Ele: Voce mesmo pois voce é quem tem os peitinhos :):).

Além de engraçado, achei super realista pois ele não teve uma visão romantica do tipo: "eu te ajudo a cuidar" etc.  Tratou logo de falar a realidade, sem meias palavras. :)

Daí quando eu falei que se eu tivesse mais filhos, eu teria menos tempo pra ficar com ele e Livia, ele ficou pensativo sobre seu pedido.  :)

bjs

**************************

Lucas ontem estava andando de bike depois de um aniversario que fomos no Centro de Toronto. E estava friozinho.
Nisso, ele parou e eu perguntei se ele queria dar um tempo pra descansar e esquentar.
Ele esfregou uma mao na outra para aquecer,
assoprou as maos juntas, olhou pra mim e disse: Never give up! (Ou nunca desista)
E continuou de bicicleta ateh chegar no carro.

Uma figurinha muito determinada esse rapazinho! :)

bjs

Wednesday, 30 August 2017

Sem rodinhas ...

Sabado,  22 de abril de 2017,  Lucas começa a andar de bicicleta sem rodinhas!

Só pra registrar pois acho que nao tenho video dessa primeira andada boa sem rodinha.  Estava preocupada em ajuda-lo se caisse e acabei nao filmando...

bjs

Raciocínio Lógico


Fico impressionada com a lógica das crianças em geral. No entanto obviamente observo mais o raciocínio dos que estao ao meu redor.

Lógica com nomes

> Livia me chama de mamae, mom, mommy. Eu a chamo muitas vezes de Livinha.
Ela agora tem passado a me chamar de Maminha! :)

> Além de me chamar de mommy,  ela chama o Ricardo de Papi. Como D. Lucia passou um tempo com eles neste verão,  Livia passou a chamá-la algumas vezes de Vóvi! :).


Lógica com palavras

> Livia e Lucas sempre querem brincar com as filhas da vizinha. Normalmente, Livia sempre pergunta pela mais velha.
- Mommy, eu posso brincar com a Zaynab?

E eu já respondi algumas vezes assim:
- Por mim pode,  mas vamos perguntar pra mãe dela se ela está disponível?

Daí, certo dia, ela não queria ir dormir e queria ficar com o Ricardo.  Só que o Ricardo estava trabalhando no basement e não poderia ficar com ela naquele momento.
E ela insistia bastante (as usual).  Foi então que eu falei:

- Livia, o papai agora não pode, ele não está disponível.

E ela furiosa, me respondeu:

- Não, não, não mamãe,  ele tá sim,  o papai não é a Zaynab! :):)


Senso de espaço
> Estávamos arrumando e limpando o quarto dela para montar a cama grande que ganhou da tia Marcela.
A propósito, ela adorou ajudar a limpar seu proprio quarto (bom saber!).  Pegava lenço umedecido e fez questão de tirar todas as manchinhas da parede que estavam ao seu alcance.
Com isso, precisávamos retirar a cama pequena do quarto, mas não passava na porta apenas empurrando.
Ela então olhou e falou desse jeito:
- mommy, que tal se a gente virar a cama de lado?
e eu falei:
- Ótima idéia, vamos fazer isso.  Mas vou chamar o papai pra ajudar pois é muito pesado pra voce, ok?!
e ela:
- ok! :)


Estou curiosa para saber como ela será na escola que começa na semana que vem!

bjs
Leia (proud Maminha :))

Monday, 8 May 2017

Um cartão para um amigo

Domingo, 7 de maio de 2017 , o Lucas foi ao aniversário de um amiguinho do daycare,  o Aaron.  

Na hora de escrever o cartão,  ele quis escrever em ingles e algumas partes das palavras conseguiu escrever sozinho e outras partes copiou de uma folha de onde eu escrevi.  

Minha primeira surpresa foi que além do "Happy Birthday", ele me pediu para escrever "Thanks for inviting me!", com exclamação pois é o ponto que "demonstra que estamos animados para alguma coisa, mamãe":).  

Depois ele disse que queria fazer um desenho para o amigo (que bom que era um cartão em branco por dentro). Eu então falei que ok, que ele poderia desenhar o que quisesse e saí de perto.  

Quando voltei e olhei o desenho, vi que ele tinha feito um jogo de futebol mas os goleiros eram um pouco diferentes. Daí perguntei quais eram os times.  E ele disse que não era exatamente um jogo de verdade, era um jogo entre robos e bonecos pois o Aaron adora robos! 
E ele escreveu o placar 0x0 em cima pois estava no início do jogo :) e "Soccer Robots" embaixo como legenda :). 
Ele conseguiu escrever parte dessas palavras sozinho e depois me perguntou como terminava.  

Fiquei bastante impressionada com o esforço e dedicação que ele teve para fazer o cartão, bem como com o resultado de seu pensamento traduzido no desenho.  
Ele conectou algo que ele gosta com algo que o amigo gosta.  Uma expressão singela e pura do início de uma amizade.  Muito bonitinho. 

Muito legal também observar o desenvolvimento do raciocínio e aprendizado do ser humaninho que começa agora a conseguir se expressar com palavras escritas e desenhos.  

Uma pena eu não ter fotografado mas fica aqui o registro.  

Bjs
Leia (a proud mama... aproveitando pra limpar a baba :)) 

Sunday, 2 April 2017

Coisas que ainda me lembro

Outra coisa que eu também achei que faria era registrar tudo sobre os dois filhos: a primeira palavra, o dia que andou,  o primeiro sorriso, o dia que caiu o umbigo... bom, isso não aconteceu e por isso o blog tem muitos menos posts que havia imaginado.  No entanto, para que eu não esqueça de vez de algumas passagens que ainda me lembro, aqui vai:

- Lucas falou a primeira silaba e foi "pa" com 9 meses

- Livia falou "ma" com a mesma idade (woohooo...aquela historia, a gente carrega 9 meses , devia ser proibido a crianca pensar em falar em qualquer coisa primeiro que nao seja mamae ou algo relacionado:))

- Lucas andou com 14 pra 15 meses . Livia com 10 meses.

- Lucas engatinhou de bundinha e comecou aos 9/10 meses. Livia engatinhou com 7 meses.

- O umbigo do Lucas caiu com 1.5 semana de nascido. O da Livia?  Nao me lembro.

- Lucas mamou no peito até 21 meses (ou 1 ano e 7 meses), Livia até 3 anos completos e se deixasse, ela estaria mamando até hoje, pois adora o peitinho da mamãe. :)

- No natal de 2015 para 2016, Lucas colocou sua roupa nova, se olhou no espelho e falou: "Poxa, eu to bonitao, to mais bonito que Livinha".  E Livia tambem olhando no espelho e passando a mao nos cabelos, respondeu: "Nao,  Livinha é linda, Livinha é princesa." (nessa época ela ainda falava em terceira pessoa).

- Certa vez, estávamos eu e Lucas no nosso carro menor e o Ricardo e a Livia no carro maior.  Nos ultrapassamos o papai e a Livia e o Lucas disse: "Ah ehhh, ultrapassamos por que a gente é Hot Wheels":)

- A ultima foi ontem (Apr/2017) onde o Lucas virou pra mim e perguntou por que eu escolhi o nome dele de Lucas.  Ele disse: "mamae, pergunto pois olha o que está acontecendo agora. Os meus amigos me chamam de Lu-kiss, ou seja , Lu-beijo " e caiu na gargalhada.  E eu também. No fundo,  pela forma que o nome Lucas é falado em ingles, acaba ficando parecido com isso mesmo.  Achei o máximo ele ter identificado um fonema do ingles numa grafia em portugues.

Eh isso então.

bjs





Tuesday, 7 March 2017

A mãe que sonhei ser...


A mãe que sonhei ser definitivamente nao é a mãe que sou.  Achei que seria aquela mãe ponderada, que não grita com os filhos bem como consegue e sente estar fazendo o melhor para a educação de seus rebentos.
No entanto, a minha realidade não é essa.  No fundo, por vezes me sinto imatura para educar seres humanos. Por vezes me pergunto porque erro tanto. Me pergunto porque nao consigo ser consistente se a consistencia nas ações educativas e comportamentais é a chave para se garantir o respeito e promover o aprendizado dos pequenos.

Sou uma mãe que já sentiu raiva daqueles pelos quais deveria, em teoria, sentir apenas amor incondicional.  Raiva no fundo de mim mesma por não ter conseguido contornar uma situação de estresse sem ter que gritar, espernear e quase que fazer pirraça tanto quanto o filho.

Sou uma mãe que chora e chora muito; de emoção,  de alegria mas também de desespero de por vezes, nao conseguir ter a firmeza que a situacao exige ou simplesmente não saber o que fazer.  E essas situações acabam também sendo mais frequentes que eu gostaria.

Sou uma mãe que achou que seria mais fácil apesar de ninguem nunca ter falado isso.

Sou uma mãe errante tentando acertar como todas mas que reza para que Deus sempre me de uma luz no fim do tunel.

Enfim, essa sou eu, Leia, mãe.

Monday, 4 April 2016

Sexto sentido

Apr 04/2016

Preciso compartilhar uma experiencia com minha filhota ontem.
Fomos eu, ela e Lucas a Maple Town,  no Mountsberg conservation area.  Basicamente um maple syrup festival.  Uma tradicao canadense :).
Daih, vimos tudo, comemos panquecas e resolvemos ir andar e ver os cavalos pois nao iriamos pegar o wagon, soh olhar.  Nisso, um grupo de pessoas comecou a caminhar em direcao a rota da carroca e Livia os seguiu.
E eu dizendo, "Livia, vamos para o outro lado, bla, bla." E ela: " nao, quero ir atras dos cavalinhos". Muito por conta do grupo de pessoas estar indo praquele lado. E Lucas do meu lado.  Ele nao eh do tipo q sai correndo e some. Ela faz isso.
Pois bem, seguimos atras do tal grupo.  Nisso o grupo parou e eu perguntei se aquele caminho sairia na entrada no parque.  A moca entao disse que nao exatamente, mas bem proximo. No entanto, era um longo caminho.  Daih falei, bom , Lucas e Livia estao cheios de acucar na ideia (maple syrup aos montes), vamos andar pra gastar energia. Seguimos.  O grupo voltou.
Lucas olhou e disse :"o grupo voltou, mamae.  Pq? Vamos voltar tb?" . "Nao sei, filho.  Vamos continuar".
Nisso,  apos uma boa andada, comeco a ficar um pouco preocupada de ainda faltar muito e eles nao conseguirem andar ateh o final.
Lucas jah comeca reclamar e Livia comeca a querer colo. E eu pensei: "fu...eu!"
Aih, falei pra eles descansarem um pouco, que eu iria olhar se depois da curva jah era o fim da estrada.  Fui olhar mas nao vi o fim e alem disso,  estava cheio de gelo deslizante mais a frente. Desespero comecando.  Voltei e falei pra eles: "nao vi o fim da estrada e nao sei onde sairah. Vamos voltar pois por lah eu conheco o caminho".
Lucas me olhou e concordou. Livia,no alto de seus 2 anos e meio, me olha e diz:"nao, mommy,  vamos continuar" e segue em frente. Lucas me olha sem saber o que fazer.  Eu :"Livia, volta aqui minha filha". Livia: "nao, vamos por aqui! tipo,  "no, there is no turning back. Forward we go!"
Bom, eu e Lucas fomos atras.  Chegando na parte do gelo deslizante no meio da rua, andamos pela neve ao lado.  Nisso, mais alguns passos e  voila! Avistamos o fim da estrada e de fato,  era relativamente perto da saida do parque!
Eu entao falei:"nossa, Livia,  o seu sexto sentido eh muito bom!". Lucas olhou e perguntou: "mamae, a Livinha teve uma boa ideia vindo pra ca?" , eu falei "sim,  filho, ela confiou no sentimento de que ela estava certa.  E de fato, estava!"
Livia, determinada, continuou andando e mais 3 passos e pediu colo. Tipo assim "agora que te ajudei a achar o caminho de volta, vc pode me ajudar a descansar um pouquinho?" :).

Achei o maximo e posterior a isso, fiquei refletindo bastante sobre a personalidade dela. Ha algo de explorador e destemido nesta pequena notavel e adoravel, Livia :).

bjs

Monday, 4 November 2013

Nascimento da Livia - O parto


(Esse post foi escrito ha quase 1 mes jah. Soh faltava publica-lo). Bem, cah estou para contar como foi o parto da Livia em 06 de setembro de 2013. 

Antes de falar do parto em si, um pouco do historico de como foi o do Lucas para justificar algumas das minhas decisoes no caso dela. O parto do Lucas foi vaginal, conforme eu descrevi aqui, mas não foi exatamente natural. A contar do estágio inicial do trabalho de parto até o nascimento, foram quase 48 horas.

As contrações começaram por volta de 11pm do dia 02 de maio de 2011 e o Lucas nasceu as 09:30pm do dia 04. Lucas nunca encaixou. Eu tomei anestesia com 5cm de dilatação. E ele teve os batimentos cardíacos alterados, entrando em sofrimento, o que me impediu de fazer os “pushes” e ele nascer de forma mais natural. Como ele estava muito acima, foi utilizado o forceps para tira-lo lá de dentro e não precisarmos fazer uma cesariana.

Bem, o fato é que apesar de eu ter entendido a necessidade do forceps naquele momento, ter confiado na
equipe médica e não ter passado pela cirurgia, isso não me deixou feliz em relação ao parto dele. Fiquei muito paranóica durante muito tempo, principalmente porque nas 2 primeiras semanas ele teve uma sequela de ter o nervo do rosto afetado, o fazendo ter a boca torta. No dia em que nasceu, a pediatra disse que não podia afirmar se isso se reverteria ou não. Ou seja, depois que passou ficamos aliviados, mas durante esse tempo, tinhamos que conviver com essa incerteza e isso tb dificultava a amamentacao etc.

Bom, Lucas hj tem quase 2.5 anos e é lindo e saudável. No entanto, essa experiencia com ele, me fez querer ter uma experiencia diferente no segundo parto. Assim, a minha primeira providencia para tal foi escolher quem me acompanharia no prenatal.

A minha gravidez sendo de baixo risco me permitia ser vista pelo médico de familia, midwives ou obstetra de acordo com o sistema de saúde canadense. Como já  tinha ouvido falar muito bem das midwives e após ver o documentário “thebusinessof beingborn” , resolvi ser acompanhada por elas , uma vez que eu já tinha sido acompanhada por um obstetra da primeira vez e não morri de amores pelo serviço prestado, apesar de respeitá-lo. Assim, no início da gravidez, consegui uma midwife. Uma não, duas, pois pra começar, a grávida é acompanhada por 2 midwives sempre: uma pra mãe e outra para o bebe. Mas o sistema faz com que a grávida veja cada uma alternadamente durante toda a gestação e quem estará lá no dia do parto, serão elas e não o medico plantonista do hospital. Isso, pra mim fazia e fez uma GRANDE diferença. Além disso, as consultas levavam 30 minutos sempre e nao 5 , como era com o obstetra. Eu pude discutir todas as minhas neuras, criar meu plano de parto ao longo dos 9 meses e criar um relacionamento com elas.

E só pra complementar, as midwives tem uma abordagem mais natural, o que estava alinhado com o que eu queria e ainda fazem acompanhamento pós-parto em casa, o que facilita MUITO, ou seja, de fato um service diferenciado. Mas vale lembrar que isso é pra gravidez de baixo risco pois elas não fazem cirurgias ou intervenções mais sérias.

Bom, mas agora vamos ao parto da Livia em si. As contrações começaram no dia 04 de setembro por volta de 10pm. Varou noite a dentro com o que eles chamam de early labour. Estágio inicial do trabalho de parto, que nao tinha uma regularidade, mas a frequência era de 15 ou 20 ou 30 em 30 minutos. Não consegui dormir direito essa noite. Na manha do dia 05, começaram a ficar mais intensas, mas eu sabia que ainda estava no inicio. Mandei um page para as midwives, dizendo que estava em early labour. O tampão tinha saído na madrugada. Falei pro Ricardo ficar em casa. Minha mãe e minha irmã Andrea estavam aqui e só me observavam. Eu fui tomar banho de banheira pra relaxar. Consegui. Depois fui tomar café e só dava uma paradinha qdo vinha uma contração. Fiquei na sala da minha casa, no sofá e minha irma fazia Reiki e Johrei (um tipo de energização com as maos) em mim todo o tempo. Fiz diversas posicoes para aliviar as contrações que ficavam mais frequentes. Depois do almoço, fui para o meu quarto, tomei outro banho de banheira e depois deitei na cama. As contrações se intensificavam mas a frequência não era regular. A essa altura já estavam de 5 em 5, as vezes 7 e 7 minutos, 8 em 8. Com 1 min ou 30 seg de duração.

Às 04pm, resolve ligar para as midwives e dizer que eu sabia que ainda não estava muito dilatada, mas que as contrações estavam mais fortes, então eu queria ser checada. Durante a conversa com ela, algumas contrações e ela percebeu que eu já não conseguia mais falar tanto durante, então realmente me pediu para ir ao hospital.

Chegamos as 05:30pm do dia 05/09 no hospital. Lá estavam a Christy (minha midwife principal) e a Suneet, a estudante que tb me acompanhou. Elas checaram e o bebe estava bem e minha dilatacao 04cm. Eu poderia ser admitida no hospital, mas ainda teria um longo caminho até chegar a 10 cm.

Bem, fui admitida, troquei de roupa e fiquei andando pelo corredor pra tentar adiantar o processo, tb ficava sentada na bola de pilates de vez em qdo. A cada 15 minutos, as midwives checavam os batimentos cardiacos do bebe com o dopler.

Por volta de 08pm, elas checaram minha dilatação e estava de 5 a 6cm. Ok, evoluimos um pouco em 2.5hs. Mas algo estava diferente, apesar da dilatação acontecendo, o bebe nao estava encaixado. Depois dessa checagem, vieram 2 contrações arrebatadoras, fortes, mas na região do quadril.

Em torno de 09pm, elas chamaram o obstetra de plantão para checar, só pra ter uma outra opinião, pois elas achavam o bebe muito acima do que deveria. Ele checou e disse que eu estava com 09cm! Foi uma alegria. Pois eu pensei que dali pra 10 não demoraria tanto e em torno de umas 2 ou 3 horas, eu estaria parindo. Eu ainda estava com o mindset de seguir naturalmente sem anestesia. Fiquei feliz de saber que estava com 09cm e pedi para ir pra banheira do hospital pois a essa altura , não adiantaria tomar a peridural, se em teoria, faltava pouco para parir. Vale dizer que minha bolsa ainda não tinha estourado.

No esquema das midwives, como faltava pouco, a Christy ligou para a Amy (midwife secundaria) para que ela viesse fazer a cobertura do parto junto com elas. Eu tive mais consultas com a Amy do que com a Christy, então de alguma maneira, me sentia mais conectada a ela e fiquei feliz qdo ela chegou.

Depois de meia hora na banheira, saí e voltei para o quarto. As contrações deram uma trégua, mas eu estava relaxada e ao mesmo tempo bem cansada. Uma coisa estava estranha, apesar de estar com bastante dilatação, eu ainda sentia as contracoes na altura do quadril. Ou seja, eu não tinha a sensação de que estava com essa abertura toda e meu corpo, através das contrações, tb não dizia isso. Eu comecei a ficar muito cansada. Elas me colocaram em outra posição pra que as contrações ficassem mais fortes. Isso de fato aconteceu, mas pelo meu cansaço, eu já não estava mais conseguindo passar por elas da mesma maneira. Estava comecando a ficar meio desesperada de não aguentar. Depois disso, eu já estava pedindo arrego e elas começaram a dizer que talvez precisássemos de ocitocina sintética para ajudar as contracoes e fazer o bebe descer. Nessa hora, eu disse que queria tomar a anestesia, pois com indução via ocitocina, as contrações são MUITO fortes e eu precisava dormir um pouco para recuperar a energia. Eu estava quase desmaiando de cansaço neste momento. Foi aí que a Amy resolveu me checar novamente. Durante a checagem, a bolsa estorou sozinha. Ela então disse que eu não estava com 9 cm, mas no máximo 7cm e o bebe ainda não estava encaixado. Ficamos todos sem saber que pq o tal medico achou que era 09 e criou uma falsa expectativa em todos que a coisa progrediria rapidamente a partir dali.

Assim, por volta de meia-noite, eles me deram anestesia, em meio a fortes contrações. Aí, eu pude relaxar e dormir um pouco pra me recuperar e ter energia para os pushes. Eles colocaram os monitores na barriga para ouvir os batimentos cardíacos do bebe. Alem da anestesia, tomei tb a ocitocina. Ou seja, mais algumas horinhas e poderia estar parindo. Livia se comportava bem la dentro (ao contrario do Lucas que entrou em sofrimento). Isso nos dava segurança mas precisávamos ficar de olho.

Por volta de 03am, elas falaram que o bebe ainda estava alto e que poderíamos tentar uma carga extra de ocitocina pra forçar as contrações e o bebe descer ou poderíamos tentar empurrar pra ela descer. Eu escolhi empurrar (push) pois queria manter o nivel de medicacao no minimo possivel. Tb não apertei o botao de dose extra de anestesia nenhuma vez. Eu me sentia melhor pelo menos nao estava colocando mais remedio dentro do meu corpo e tb do bebe.

Começamos a tentar fazer os pushes. Livia descia e subia. Eu nem sempre fazia o push corretamente, o que tb não ajudava. Tentamos varias vezes. Até que chegou a um ponto que elas não entendiam pq o bebe não encaixava e não descia e eu por minha vez comecei a ficar desesperada, de ter que fazer uma intervenção como a do Lucas ou até mesmo uma cesaria. Nessa hora, eu fiquei nervosa e chorei. Falei que precisavamos de um plano, pois o bebe precisava nascer de algum jeito e eu não estava vendo luz no fim do tunel em relacao ao encaixe dela. O posicionamento dela era igual ao do Lucas, mas eu nao queria forceps novamente e o aspirador nao poderia ser usado (pois ela precisaria estar mais abaixo pra tal). Assim, estava chegando a conclusão de que talvez a cesaria seria a saida. Essa possibilidade me frustrava mas ao mesmo tempo eu estava consciente de ter tentado.

Por volta de 06am, o médico obstetra (o mesmo que errou nos 09cm) voltou e tb falou de uma possível cesaria. Ele me checou e disse que o bebe já estava bem mais abaixo que antes mas nao estava numa posição favorável. Com os 3 dedos, ele conseguiu virar a cabeça do bebe e falou para tentarmos mais uma vez, pois caso não conseguissemos a recomendacao dele seria a cesaria. Uma das midwives falou que nos o surpreenderiamos.

Nisso, eu comecei a sentir diferentes contrações. Apesar de não sentir a dor, eu sentia uma pressão ENORME la embaixo, coisa que ainda não tinha sentido. Falei pra elas e elas falaram que isso era ótimo e nós deveríamos tentar os pushes novamente. Recomeçamos entao os pushes e pra nossa surpresa, Livia comecou a descer. Elas comecaram a ficar euforicas e diziam:”Leia, tá funcionando, vc tá conseguindo mover o bebe. Ela está vindo”. Assim, peguei uma reta, foquei e rezei e pedi pra Nsa. Sra. me dar forças e fui fazendo os pushes. Qdo a cabeca começou a aparecer, elas falaram :”Ela está vindo, Leia. Good Job!” Foram VARIOS pushes pra cabeça sair. Tive que ir devagar pra que saisse corretamente e eu não tivesse lacerações. E eu só queria saber de empurrar e empurrar pra ela sair, mas tinha que segurar a onda nesse momento. E o Ricardo segurava minha cabeça pra frente e falava :”Tá vindo mesmo, eu tô vendo a cabeça!”. A pressão la embaixo era ENORME!!

Até que após muitos pushes, as 08:17am, a cabeça saiu e aí foi mais 1 push e veio o restante do corpo !! Foi apoteótico!! Eu caih no choro, elas pegaram o bebe na mesma hora e colocaram no meu colo. Toda sujinha, linda, cheia de curvinha. Um bebe grande: 3845 gramas. Pronta para mamar! Ricardo cortou o cordão umbilical. E eu continuei chorando por um tempo . Ricardo conseguiu pegar em video. Tiramos algumas fotos. Eu queria colocar a musica Sol de Primavera do Beto Guedes pra ela ouvir assim que nascesse, mas não funcionou no celular, aí, entre lágrimas e soluços, eu cantei pra minha filha:

“Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera
abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor só nos resta aprender... “

Essa cena ficou gravada no coração, pois entre cantar e chorar, não conseguimos filmar :).

Bom, dizem que o trabalho de parto do segundo filho é mais facil e rápido que o primeiro. De fato,  foi mais rápido,  34 horas no total contra quase 48 horas do  Lucas.  Mas mais fácil não foi exatamente o caso.

Chegamos a conclusão que mesmo que eu tenha outros filhos, os trabalhos de parto provavelmente serão assim tb pois a minha pelvis é estreita e não permite que os bebes fiquem encaixados antes da hora de realmente sair. Mas mesmo assim, fiquei satisfeita com o fato de ter sido um parto vaginal sem intervenção de nenhum instrumento além da medicação e por ter sentido toda aquela pressão pra ela sair. As midwives foram fantásticas. Eu realmente recomendo esse tipo de atendimento aqui no Canada para gravidez de baixo risco. Eu me senti no controle da situação o tempo todo e isso foi muito importante pra mim. Elas me deram todo o suporte.

Saí do hospital no dia 07 de setembro e elas fizeram 5 visitas a minha casa para checar o bebe e me checar , nas 2 primeiras semanas de vida.

Livia é um bebe lindo, adoravel e o Lucas ficou super animado qdo a viu chegando em casa. Ao longo dos dias, temos que ficar de olho nele, pois ao mesmo tempo que quer abracar e beijar, tb quer dar um beliscao ou jogar algo em cima dela :).

Mas essa foi a historia de parto da Livia!
Video da Emocao
Bjs
Leia

Wednesday, 16 November 2011

Visita aos tios Joe e Fulvix



Olá, 

Como disse no post dos 6 meses,  nossos amigos Joelle e Fulvio são agora, também, nossos vizinhos. 


No domigo, dia 06/11, o Ricardo queria ajudar o Fulvio em coisas da casa e nós aproveitamos pra nos reunir novamente! Fizemos cachorro-quente e a tia Joe brincou bastante com o baby Lucas.




Foi um final de domingo delicioso!

bjs